Abstract
Introduction Although the extent of resection affects the overall survival of patients with gliomas, cytoreduction in patients with butterfly gliomas (BGs) remains controversial. Contemporary studies suggest that wide removal is feasible, but there is a lack of controlled, randomized, multicenter studies on the subject. The aim of the present study was to evaluate the impact of maximal safe resection (MSR) as a primary treatment strategy in patients with BG.
Methods A total of 30 consecutive patients, primarily treated with neurosurgery, were categorized into group A, in whom MSR was ≥ 50%, and group B, in whom MSR was < 50% (biopsy). The groups were studied and compared in terms of clinical and epidemiological characteristics, functionality, survival time (ST), and progression-free survival (PFS).
Results The results were analyzed through descriptive and inferential statistics. The most frequent tumor was IDH1-wild type glioblastoma, Grade 4 according to the World Health Organization (WHO) classification. Most patients (80%) had Karnofsky Performance Status (KPS) < 70%; however, there was no significant worsening in functionality associated with the interventions. Wider resections, i.e., those performed in group A, were associated with better Kaplan-Meier curves and ST compared with group B (68.35 versus 17.32 weeks respectively; p = 0.014). The PFS was also longer in group A compared to group B (57.70 versus 4.77 weeks, respectively; p = 0.012). In the multivariate analysis, resections > 50% were associated with reduced risk of recurrence (hazard ratio [HR] = 0.20; 95% confidence interval [95%CI] = 0.06–0.67; p = 0.009). The complication rates and functional decline were similar between groups.
Conclusion Surgical resections > 50% in patients with BG improved ST and PFS without a significant increase in morbidity or dysfunction.
Resumo
Introdução Embora a extensão da ressecção afetar a sobrevida geral dos pacientes com gliomas, a citorredução em pacientes com gliomas em asa de borboleta (GABs) permanece controversa. Apesar de estudos contemporâneos sugerirem que a remoção ampla é viável neste contexto, ainda faltam estudos controlados, randomizados e multicêntricos sobre o assunto. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da máxima ressecção segura (MRS) como uma estratégia de tratamento primário em pacientes com GAB.
Métodos Ao todo, 30 pacientes consecutivos, tratados primariamente com neurocirurgia, foram categorizados como o grupo A, no qual a MRS foi ≥ 50%, e no grupo B, no qual a MRS foi < 50% (biópsia). Os grupos foram estudados e comparados quanto às características clínicas, epidemiológicas, funcionalidade, tempo de sobrevida (TS) e sobrevida livre de progressão (SLP).
Resultados Os resultados foram analisados por meio de técnicas de estatística descritiva e inferencial. O tumor mais frequente foi glioblastoma de tipo selvagem do gene IDH1, de grau 4 na classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria dos pacientes (80%) tinha Karnofsky Performance Status (KPS) < 70%, mas não houve piora significativa da funcionalidade associada às intervenções. Ressecções mais amplas, ou seja, as realizadas no grupo A, foram associadas a curvas de Kaplan-Meier e TS melhores em comparação com o grupo B (68,35 semanas versus 17,32 semanas, respectivamente; p = 0,014). A SLP também foi mais longa neste grupo em comparação com o grupo B (57,70 semanas versus 4,77 semanas, respectivamente; p = 0,012). Na análise multivariada, ressecções > 50% foram associadas a um risco reduzido de recorrência (razão de risco [RR] = 0,20; intervalo de confiança de 95% [IC95%] = 0,06–0,67; p = 0,009). As taxas de complicações e o declínio funcional foram semelhantes entre os grupos.
Conclusão Em pacientes com GAB, as ressecções cirúrgicas (> 50%) melhoraram o TS e a SLP, sem aumento significativo na morbidade e nas disfunções.
Keywords
butterfly glioma - biopsy - surgical resection - survival - progression-free survival
Palavras-chave
gliomas em asa de borboleta - biopsia - ressecção cirúrgica - sobrevida - sobrevida livre de progressão