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DOI: 10.1055/s-0045-1812994
Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a aplicações de triancinolona para tratamento de queloides
Article in several languages: português | EnglishAuthors
Fonte de Financiamento Os autores declaram que não receberam suporte financeiro de agências dos setores público, privado ou sem fins lucrativos para a realização deste estudo.
Resumo
Introdução
Queloides correspondem a alterações fibroproliferativas decorrentes de lesões cutâneas profundas causadas por traumas locais. A triancinolona (TCN) intralesional é uma das formas usadas no tratamento. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes com queloides, tratados com TCN no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Ipiranga.
Materiais e Métodos
Estudo retrospectivo, com dados de prontuários eletrônicos de 17 pacientes submetidos a injeção de TCN, de janeiro de 2022 até julho de 2023.
Resultados
O perfil demográfico indicou que 88.2% dos pacientes eram do sexo feminino, 35.3% eram negros e 41.2% pardos. Menos da metade (41.3%) dos pacientes completou o tratamento. Com a primeira aplicação, 53% dos pacientes relataram melhora do aspecto do queloide, caracterizando o resultado como bom ou ótimo.
Conclusão
O perfil epidemiológico dos pacientes tratados condiz com os dados encontrados na literatura – mais de 80% eram negros ou pardos e mais de 80% eram mulheres. Aproximadamente 40% da amostra apresenta o achado na região torácica (tórax anterior e sulco inframamário).
Introdução
Queloides correspondem a alterações fibroproliferativas decorrentes de lesões cutâneas profundas causadas por diversos tipos de traumas locais (cirurgias prévias, lesões decorrentes de queimaduras e até mesmo piercings ou tatuagens).
Estendem-se além das bordas da ferida original, invadindo a pele sadia adjacente, sem regressão espontânea.[1]
Os queloides podem surgir até anos após o fator desencadeante como nódulos firmes, muitas vezes pruriginosos e dolorosos. Geralmente não regridem de forma espontânea. Ao contrário das cicatrizes hipertróficas, que normalmente atingem um certo tamanho e posteriormente se estabilizam ou regridem, os queloides podem continuar a crescer.[2]
Eles representam um desafio clínico e científico multifacetado, cuja compreensão transcende a simples resposta cicatricial ao trauma. Sua fisiopatologia, marcada por uma desregulação complexa na síntese de colágeno e na sinalização de citocinas pró-fibróticas, reflete uma intrincada interação entre predisposição genética, fatores epigenéticos e estímulos ambientais. Estudos apontam polimorfismos em genes como os que codificam o fator de transformação do crescimento beta (TGF-β) e SMAD como possíveis contribuintes para a hiperproliferação fibroblástica, sugerindo que a etiologia dos queloides não se restringe a mecanismos locais, mas envolve redes moleculares sistêmicas ainda não totalmente desvendadas.[3] [4]
Além das implicações biológicas, os queloides carregam um peso psicossocial significativo. Sua localização em áreas expostas, como tórax, face e orelhas, corroboram hipóteses de que eles ocorrem principalmente em áreas de alta tensão cutânea.[5] São frequentemente associados a prurido e dor crônicos, comprometendo a autoimagem e a qualidade de vida, especialmente em populações jovens e em grupos étnicos com maior susceptibilidade, como negros, hispânicos e asiáticos.[6] [7] Essa disparidade étnica—com incidência até 15 vezes maior em afrodescendentes—não apenas reforça a influência genética, mas também evidencia lacunas no acesso a tratamentos eficazes em contextos socioeconômicos vulneráveis, nos quais práticas como piercings ou traumas não tratados podem ser mais prevalentes.
Uma das principais formas de tratamento para queloides é a injeção intralesional de corticoesteroides, sendo a triancinolona (TCN) a mais utilizada. Esta pode ser considerada a primeira linha de tratamento para essa condição,[4] sendo passível de aplicação ambulatorial e fácil acompanhamento de seus resultados. Esse medicamento pode reduzir a vascularização da cicatriz, bem como sua pigmentação e tamanho.[3] Assim, as taxas de resolução deste tratamento são variáveis, podendo ir de 50 a 100%.[8]
Essa variação de sucesso na terapia ressalta a urgência de abordagens multimodais, integrando crioterapia, laserterapia, pressoterapia ou até terapias biológicas emergentes, como inibidores de TGF-β. A personalização do tratamento, considerando não apenas características clínicas, mas também o perfil epidemiológico do paciente—como gênero, etnia e histórico de recidivas—, emerge como um eixo fundamental para otimizar desfechos. Nesse contexto, estudos epidemiológicos locais, como o aqui proposto, são vitais para orientar protocolos iniciais adaptados às particularidades da população (nestas estando incluídas quartões sociais, uma vez que a TCN é uma modalidade de tratamento mais acessível aos pacientes contemplados pelo Sistema único de Saúde - SUS), reduzindo disparidades e fortalecendo a medicina baseada em evidências.
O tratamento dessa condição se mostra amplo e com necessidade de um olhar interdisciplinar, unindo pesquisa básica, clínica e saúde pública, para desvendar os enigmas dos queloides e transformar desafios terapêuticos em oportunidades de inovação.
Objetivo
Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes que apresentaram queloides, sendo tratados com injeção intralesional de TCN no Serviços Integrados de Cirurgia Plástica do Hospital Ipiranga (SICPHI), de janeiro de 2022 a julho de 2023.
Materiais e Métodos
Este foi um estudo retrospectivo, realizado a partir de dados obtidos em prontuários eletrônicos de pacientes submetidos a injeção intralesional de TCN de forma ambulatorial, de janeiro de 2022 até julho de 2023, no Hospital Ipiranga. Foram incluídos neste estudo pacientes que apresentavam queloides com sintomas como dor e prurido, com mais de 16 anos, com desejo de tratamento local. Foram excluídos pacientes que não aceitaram a metodologia de tratamento proposta. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 89273925.1.00005488).
As aplicações foram realizadas com TCN hexatonida, 20 mg/ml, em associação à lidocaína sem vasoconstritor (1:200.000), na mesma proporção, em doses porcionadas a partir das dimensões do queloide apresentado pelo paciente. As aplicações foram realizadas com intervalos de 21 dias, com um total de até 8 aplicações e média de 3 aplicações. Nenhum paciente deste estudo teve indicação cirúrgica após a realização do tratamento.
Os dados pessoais dos pacientes foram mantidos em sigilo, não ocorrendo sua identificação ou exposição, seguindo os princípios da Declaração de Helsinque.
Resultado
No total, foram contabilizados 17 pacientes submetidos a aplicações de TCN de forma ambulatorial, de janeiro de 2022 até julho de 2023. O tratamento foi considerado como finalizado conforme término das aplicações propostas para cada paciente (de acordo com a lesão apresentada) e a satisfação do paciente com o resultado obtido (redução de sintomas como prurido e dor, bem como regressão das dimensões da lesão, e melhora do aspecto estético da pele no local).
Da amostra, 11,8% tinham menos de 20 anos, 17,7% de 20 a 30 anos, 4,2% de 30 a 40 anos, 17,7% de 50 a 60 anos e 5,9% de 70 a 80 anos. A média de idade foi de 37,8 anos ([Fig. 1]).


Em relação ao gênero, 88,2% dos pacientes eram do sexo feminino, e 11,8% do masculino. Além disso, 35,3% eram negros, 41,2% pardos e 23,5% caucasianos ([Tabela 1]).
|
Número de pacientes |
Porcentagem |
|
|---|---|---|
|
Pardos |
7 |
41,2% |
|
Negros |
6 |
35,3% |
|
Brancos |
4 |
23,5% |
Considerando o fator desencadeante do processo de queloide, 5,9% dos pacientes tiveram o trauma inicial há 34 anos (1989), 5,9% há 14 anos (2009) e 88,2% nos últimos 5 anos (17,6% em 2018, 5,9% em 2019, 5,9% em 2020, 41,2% em 2021 e 17,6% em 2022).
Na amostra do estudo, as lesões tratadas estavam em diversos locais: 29,4% na região de sulco inframámario, 17,6% na região abdominal (quadrantes inferiores e região umbilical), 11,8% no tórax anterior, 11,8% na face, 11,8% nos membros superiores e/ou inferiores, 11,8% na região auricular e 5,9% na região cervical anterior.
Na amostra avaliada, nenhum dos pacientes era tabagista ativo e 82,4% negaram ter tido contato com tal substância, enquanto 17,6% eram ex-tabagistas, tendo cessado com o hábito antes do início dos respectivos tratamentos.
Dos 17 pacientes, 41,3% terminaram o tratamento. 11,8% realizaram apenas uma aplicação de TCN, 11,8% entre 4 e 5 sessões, 5,9% realizaram duas aplicações e 5,9% realizaram 8 sessões. A maioria dos integrantes (52,9%) fez 3 aplicações.
Com a 1a aplicação, 47,1% dos pacientes referiram não ter notado alteração na cicatriz, enquanto 41,2% referiram melhora do aspecto do queloide, caracterizando o resultado como bom e 11,8% caracterizaram o resultado como ótimo. Em relação aos pacientes que realizaram o tratamento completo (41,3% da amostra), 1 não notou diferença no resultado final. Dois categorizaram o resultado final como “bom e quatro, como ótimo.
No estudo, pacientes com mais de 50 anos receberam mais aplicações (média 4,0), como visto na [Fig 2]. Foi observada maior satisfação dos pacientes em relação ao resultado obtido nas faixas etárias de menos de 30 e mais de 50 anos (média: 2,5), como ilustrado na [Fig. 3].




Discussão
O SICPHI é referência em uma grande cidade, atendendo pacientes do SUS, onde podemos encontrar uma amostra variada de pacientes. Ainda assim, o perfil epidemiológico dos pacientes tratados vai ao encontro aos dados encontrados na literatura – mais de 80% dos avaliados eram negros ou pardos.
Os achados deste estudo, que evidenciam a predominância de mulheres[7] e indivíduos negros/pardos[6] [7] entre os pacientes tratados com TCN, reforçam observações prévias sobre a influência de fatores étnicos e de gênero na predisposição a queloides. Nesse contexto, os achados de Hochman et al. oferecem insights valiosos. Por exemplo, Hochman et al. (2015)[9] destacaram em seu estudo que a população negra apresenta maior densidade de fibroblastos e atividade proliferativa na derme, o que poderia explicar não apenas a maior incidência de queloides, mas também a resposta variável a tratamentos como a TCN. Essa perspectiva biológica complementa os dados epidemiológicos aqui apresentados, sugerindo que a associação entre etnia e queloide vai além de fatores ambientais, envolvendo mecanismos celulares intrínsecos.
Além disso, Hochman et al. (2018)[10] enfatizaram a importância de estratégias terapêuticas adaptadas a grupos de maior risco, como mulheres jovens, que frequentemente relatam impacto psicossocial significativo devido à localização das lesões em áreas expostas. Esse achado corrobora a necessidade de personalização do tratamento, discutida neste estudo, especialmente considerando que 88,2% da amostra era composta por mulheres, muitas com queloides em regiões como o sulco inframamário e o tórax anterior. A integração de abordagens multimodais, como a combinação de TCN com crioterapia ou laserterapia—já explorada por Hochman et al. (2020)[11] em casos de recidiva—,poderia potencializar os resultados em populações com alta taxa de recorrência, como a aqui analisada.
Já em relação ao tabagismo, apesar de alguns estudos associarem o uso de tal substância com fator de risco para o desenvolvimento do queloide, este estudo não observou aumento da incidência.
Embora ainda tenha sua fisiopatologia a esclarecer, pesquisas mostram que o queloide se encontra mais presente em localidades com maior tensão cutânea. Observou-se neste estudo que aproximadamente 40% da amostra apresenta lesão na região torácica (tórax anterior e sulco inframamário).
Além dos achados epidemiológicos, é relevante destacar que as diretrizes atuais para o tratamento de queloides enfatizam uma abordagem multimodal, visando otimizar resultados e reduzir recorrências. Embora a TCN seja considerada terapia de primeira linha, estudos recentes recomendam sua combinação com outras modalidades, como crioterapia, terapia a laser, pressoterapia ou injeções de 5-fluorouracil, especialmente em casos recalcitrantes ou de alto risco.
A literatura também aponta benefícios na associação de TCN com verapamil ou intervenções cirúrgicas, seguida de radioterapia adjuvante, para queloides extensos.[4] A personalização do tratamento, considerando fatores como localização anatômica, características do paciente (como etnia e gênero) e resposta inicial à terapia, é crucial, uma vez que grupos específicos, como mulheres e indivíduos negros/pardos—predominantes nesta amostra—, podem apresentar maior predisposição à recidiva. Futuros estudos, com amostras ampliadas, poderiam explorar protocolos combinados, integrando dados epidemiológicos e terapêuticos, para estabelecer estratégias mais robustas e individualizadas.
Por fim, embora menos da metade de amostra tenha terminado o tratamento com TCN, destaca-se que nenhum paciente relatou insatisfação com o resultado e mais da metade relatou ter percebido alguma melhora já após a primeira sessão.
Conclusão
O perfil epidemiológico avaliado no presente estudo condiz com os dados já descritos na literatura. A principal limitação deste estudo é a amostra reduzida, mesmo em um serviço de referência, na maior cidade do país.
O emprego de TCN é considerado por alguns autores como a primeira linha de tratamento para queloides. Contudo, a inclusão das demais referências terapêuticas existentes em um futuro protocolo de tratamento não apenas amplia o diálogo com a literatura internacional, mas também ressalta a relevância de estudos locais para orientar protocolos clínicos em contextos específicos, como o SUS, onde a acessibilidade e a adesão ao tratamento são desafios críticos.
A avaliação da taxa de satisfação ou a resposta ao tratamento não foram os objetivos deste trabalho, mas as taxas de sucesso não parecem ser influenciadas pelo perfil epidemiológico dos pacientes. Para perspectivas futuras de trabalhos, é necessário o aumento do número de pacientes da amostra para avaliações mais precisas e associações mais robustas.
Conflito de Interesses
Os autores não têm conflito de interesses a declarar.
Contribuições do Autores
GUP: análise e/ou interpretação dos dados, aquisição de financiamento, coleta de dados, conceitualização, concepção e desenho do estudo, investigação, metodologia, redação – preparação do original, redação – revisão & edição; LEFA e SMK: análise e/ou interpretação dos dados, aprovação final do manuscrito, metodologia, redação – revisão & edição, supervisão; JOGF: análise e/ou interpretação dos dados, aprovação final do manuscrito, redação – revisão & edição, validação.
Ensaio Clínico
Nenhum.
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Referências
- 1 Liu R, Xiao H, Wang R. et al. Risk factors associated with the progression from keloids to severe keloids. Chin Med J (Engl) 2022; 135 (07) 828-836
- 2 Berman B, Maderal A, Raphael B. Keloids and Hypertrophic Scars: Pathophysiology, Classification, and Treatment. Dermatol Surg 2017; 43 (Suppl. 01) S3-S18
- 3 Lee HJ, Jang YJ. Recent understandings of biology, prophylaxis and treatment strategies for hypertrophic scars and keloids. Int J Mol Sci 2018; 19 (03) 711
- 4 Klomparens K, Simman R. Treatment of Keloids: A Meta-analysis of Intralesional Triamcinolone, Verapamil, and Their Combination. Plast Reconstr Surg Glob Open 2022; 10 (01) e4075
- 5 Andrews JP, Marttala J, Macarak E, Rosenbloom J, Uitto J. Keloids: The paradigm of skin fibrosis – Pathomechanisms and treatment. Matrix Biology 2016; 51: 37-46
- 6
Téot L,
Mustoe TA,
Middelkoop E.
et al., (editors). Textbook on Scar Management: State of the Art Management and Emerging
Technologies [Internet]. Cham (CH): Springer; ; 2020.
Huang C,
Wu Z,
Du Y,
Ogawa R.
Chapter 4 - The Epidemiology of Keloids.
- 7 Robles DT, Berg D. Abnormal wound healing: keloids. Clin Dermatol 2007; 25 (01) 26-32
- 8 Reish RG, Eriksson E. Scar treatments: preclinical and clinical studies. J Am Coll Surg 2008; 206 (04) 719-730
- 9 Hochman B. et al. Keloid pathogenesis: A review with emphasis on immune system, collagen synthesis and apoptosis. An Bras Dermatol 2015; 90 (04) 485-492
- 10 ”. J Eur Acad Dermatol Venereol 2018; 32 (12) e436-e438
- 11 Hochman B. et al. Combined therapy with intralesional triamcinolone and cryotherapy for recurrent keloids: A randomized controlled trial. Dermatol Surg 2020; 46 (12) 1535-1541
Endereço para correspondência
Publication History
Received: 20 January 2025
Accepted: 14 July 2025
Article published online:
19 February 2026
© 2026. The Author(s). This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Thieme Revinter Publicações Ltda.
Rua Rego Freitas, 175, loja 1, República, São Paulo, SP, CEP 01220-010, Brazil
Gabriella Ueharo Pereira, Luiz Eduardo Felipe Abla, Sidney Mamoru Keira, José Octavio Gonçalves de Freitas. Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a aplicações de triancinolona para tratamento de queloides. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) – Brazilian Journal of Plastic Surgery 2026; 41: s00451812994.
DOI: 10.1055/s-0045-1812994
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Referências
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